Operação Último Tango: vereador preso tem pedido de soltura negado pela Justiça

O vereador de Correntina, Jean Carlos Pereira Santos, preso no último dia 26 de outubro na operação Último Tango, teve um pedido de habeas corpus negado pela juíza plantonista Eduarda de Lima Vidal, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Além de Jean Santos, foram presos na ação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia os vereadores: Juvenil Araújo Souza, Milton Rodrigues Souza, Nelson da Conceição Santos e o presidente da Câmara, Wesley Campos Aguiar. Segundo os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), todos os presos estão envolvidos na formação de organização criminosa suspeita de fraudar processos licitatórios e contratos no município, desviar verbas públicas mediante pagamento de gratificações indevidas a servidores e realizar exigências ilícitas ao prefeito, inclusive cobrança de propina de R$ 50 mil em troca da aprovação de projetos de lei.  A defesa do vereador Jean Santos argumentou que o legislador já teria sido interrogado pelo MP, a quem prestou “os esclarecimentos necessários às investigações”. A juíza Eduarda de Lima Vidal considerou que não havia “elementos e razões suficientes” para que fosse concedido liminarmente o pedido. A magistrada ressaltou ainda, ao negar o pleito de soltura do vereador, que a prisão foi decretada com base em provas coletadas com “interceptação telefônica, ação controlada e escuta ambiental” e que há a possibilidade de se prorrogar a prisão temporária ou até mesmo decretar a custódia preventiva.