Mortes causadas por febre amarela aumentam mais que o dobro no país

O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, na noite desta terça-feira (23), mostram que o número de mortes causadas pela febre amarela no país mais que dobrou em relação ao último levantamento, do dia 14 de janeiro. Os óbitos foram de 20 para 53, desde 1º de julho do ano passado. Apesar do salto registrado nos últimos dias, o ministério destaca que o número de mortes provocadas pela doença ainda é bem inferior ao mesmo período do ano anterior. De julho de 2016 até 23 janeiro de 2017, eram 131 óbitos confirmados em todo o país. Segundo o ministério, os informes de febre amarela seguem, desde o ano passado, a sazonalidade da doença, que acontece, em sua maioria, no verão. Por isso, o período para a análise considera de 1º de julho a 30 de junho. O número de casos da doença confirmados também teve um grande salto em relação ao último balanço nacional: foram de 35, no último dia 14, para 130 nesta terça. Mas, assim como no caso dos óbitos, o número é menor que o do ano passado, quando chegaram a 397 no mesmo período. Ao todo, foram notificados desde julho de 2017 601 casos suspeitos, sendo que 162 permanecem em investigação e 309 foram descartados, neste período. Apesar de terem sido divulgados nesta  terça, os números contabilizados pelo ministério já mostram uma defasagem em relação aos dos Estado.São Paulo, por exemplo, já acumulava na última sexta (19) 81 casos e 36 mortes provocadas pela febre amarela, apesar de considerar um período diferente do ministério –de janeiro de 2017 a janeiro de 2018. Já Minas, divulgou balanço nesta terça, apontando 47 casos de febre amarela, sendo que 25 evoluíram a óbito, considerando o período de julho de 2017 até hoje. Com o crescente número de casos de febre amarela, os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro iniciam nesta quinta (25) a campanha emergencial de vacinação, com o uso da dose fracionada. A Bahia também fará parte da nova mobilização, mas entre os dias 19 de fevereiro a 9 de março. Em São Paulo, 53 cidades e mais 20 distritos da capital paulista receberão 8,3 milhões de vacinas, entre fracionadas e padrão. No Rio, a campanha passará por 15 cidades e imunizará 10,1 milhões de pessoas, enquanto na Bahia serão oito cidades, que totalizarão 3,3 milhões de pessoas imunizadas. A diferença da vacina fracionada em relação à integral está no volume aplicado. Enquanto a dose padrão tem 0,5 ml, a fracionada tem 0,1 ml. Um frasco com cinco doses, por exemplo, pode vacinar até 25 pessoas. O tempo de proteção também varia: enquanto a primeira protege por toda a vida, a segunda tem duração menor. Inicialmente, esse período era citado em até um ano. Novos estudos feitos pela Fiocruz, porém, mostram que a imunização já dura ao menos oito anos. A instituição afirma que continuará a avaliar o tempo de proteção para definir se haverá a necessidade de aplicação de uma nova dose no futuro, por exemplo.

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